
A Li passa muitas imagens pros outros: vulcão em erupção, gelo do Inferno de Dante, poesia em prosa e prosa em poesia, azia pós bebedeira atroz, depressão do Grand Canyon...Ela é todo um mapa. E às vezes desacredita. Às vezes alguém lhe grita: nada disso, você é pequenininha e nada faz e pra nada serve. E às vezes ( como acontece com todos nós) ela acredita. Eu digo a ela que não é verdade e às vezes adianta. Lá vem ela, tal qual carro abre alas, ser o que sabe ser: experiência tântrica, inspiração filosófica, esfinge falante, enigma da pirâmide...Às vezes numa de curtir a vida adoidado, ela esquece de curtir o lado a lado. E eu digo a ela que não é verdade que a luz de hollywood seja a melhor luz. Às vezes o Photoshop esconde a olheira que significa que a gente vive e se consome e em consumir-se vive mais. E às vezes eu também esqueço e ela me diz essas coisas e vamos juntas construindo sabedoria! =]
Poucas são as pessoas que têm minha sorte: a sorte de terem encontrado para acompanha-las na vida alguém que ouve sem julgar, que é avessa, inclusive, ao julgamento. A Li me dá a honra de compartilhar comigo fases e fases da vida, papéis e papéis sociais, coisas feias e bonitas, detalhes e grandes rasgos, enfim...uma enormidade de experiências que me tornam mais eu.
Te amo com aquele amor de sempre, que sempre muda e nunca acaba.